Memento Mori

A vida é curta, não se esqueça que vai morrer, então viva e viva bem.

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Terça-feira, Dezembro 30, 2008

Ensinar, Lecionar, Educar

Passar conhecimento, transmitir saber, ministrar lição, objetivos que devem ser seguidos somente por aqueles que acreditam que instruir alguém é uma forma válida de transformação humana e de mundo.

Na metade de minha vida - aos 15 anos, me orgulho muito de ter 30 anos, idade fascinante, pela minha concepção, claro - tive alguns dos momentos mais transformadores que já pude viver. Em verdade tenho que esclarecer um mínimo detalhe que auxilie no quesito situar. Tal época ocorreu na década de 90, lá por entre os anos 93 e 96, entre meus 14 à 16 anos. Foram os dois anos mais reveladores, conturbados, turbulento da minha vida. Ok, hoje em dia vivo momentos assim também, mas naquela época, eu ainda não sabia me relacionar com situações tão diversas.

Com essa idade iniciei meu interesse pela filosofia e me deparei com a idéia infindável de me tornar professor, levando o conhecimento à fronteira final, indo aonde nenhum homem tinha ido antes, revelando sabedoria à uma humanidade carente de um direcionamento revelador e que pudesse apaziguar os corações intolerantes daqueles que esquecem da existência de indivíduos sem muita instrução.

Pois bem, já havia estudado os gregos, me inteirado da filosofia no ensino médio ou mesmo de trechos que aprendi na história, mas, de uma hora para outra lí um gibi do batman. (perguntas permeiam a cabeça do leitor). Apolo e Dionísio foram-me apresentados por um super-herói chamado Metamorfo e eis que o nome Nietzsche é citado. Até então não tinha sido atingido tão ferozmente na boca do estomago, até então não tinha sido socado nos rins.

Deixaremos essa história para alguma outra, mais oportuna, eventualidade qualquer.

Eu já tinha assistido entusiasmado ao filme Sociedade dos Poetas Mortos, já tinha me admirado com minhas convicções comunistas, já havia me maravilhado com o amor à sabedoria, já havia me emocionado com Buda e Francisco de Assis. *Estalo*. Quero ser um professor que propicie aos alunos, a busca de um questionamento constante contra as mazelas causadas pela corrupção de um sistema econômico e político desigual, que instigue tais alunos a encontrar o caminho do conhecimento, tanto a priori quanto a posteriore, que eu possa auxiliar na constante busca pela harmonia franciscana e o trilhar do caminho do meio budista.

Lecionar é uma tarefa árdua, as vezes até ingrata, é um exercício diário, constante, incessante de humildade, paciência, glória e pesquisa.

Lembro-me que na faculdade tive uma professora que disse algo que não mais saiu da minha cabeça. “– Quando um aluno mediano ou mesmo ruim, que sempre tira notas 60, 65 ou menos consegue tirar uma nota 70, 80, isso deve ser considerado como uma evolução e devemos ficar alegres por ele. Quando um aluno que sempre tira 80, 90 continua com essa média, não devemos considerar isso bom, já que não houve evolução”.

Tenho tentado considerar esse esclarecimento dela a cada avaliação que faço, a cada conversa que tenho com meus alunos.

Dizem que, de acordo com a base da palavra, alunos são aqueles que não tem luz. Nós professores devemos guiar esses sem luz para o caminho da iluminação, da ilustração (Aufklärung - Kant), do esclarecimento, do conhecimento, da cognição.

Em minha experiência como professor, tenho observado a existência de diversos espécimes caracterizantes do grupo disciplinário. Posso considerar que é quase absurda a quantidade diferencial existente entre tipo de aluno, mas aqui cabe um dado paradoxal. Essa diversidade que eu digo observar pode ser contrariada por outras pessoas, que não acreditam numa diversidade tão grande, pois caracterizam grupos de alunos com perfis idênticos.

O indivíduo aqui pode ser sim, e deve ser, percebido separadamente. Eu consigo observar identidades similares entre alunos, consigo perceber alguns aspectos bem familiares com colegas de minha infância, e como posso, mas prefiro tratar tal faceta como algo particular, pois aquilo que parece nem sempre é.

Obrigado e até a próxima.

Sexta-feira, Dezembro 12, 2008

CATÁSTROFE

Começar um texto, não importando sua natureza, pode ser deveras complicado. Assuntos vem e vão, fatos permeiam nossa cabeça, intenções e sujestões estão sempre provocando nossas vontades confundindo nosso entendimento, enriquecendo ou comprometendo nosso conhecimento. Escrever envolve paixão e comprometimento com os fatos que se quer expor, é estar envolvido com o que se escreve para transmitir credibilidade. As vezes se esquece de coisas importantes, mas, a essência do escrito, se matêm.

Tenho acompanhado algumas reportagens sobre a tragédia que vem acontecendo em Santa Catarina, que enumera uma quantidade gigantesca de mortos e um número absurdo de desabrigados. Fica impossível não se sensibilizar com tais desgraças, e quando se está longe, só se pode expecular a realidade do que acontece por lá. Mesmo com a quantidade de notícias - com os recursos atuais de informação - só se pode entender verdadeiramente o sofrimento de quem perdeu a moradia, ou de quem perdeu algum parente, quem já passou por algo do tipo. Eu nunca passei, só posso sofrer e t e n t a r entender. Só posso tentar ajudar.

Meu texto terá a pretenção de evidenciar minha opinião especulativa e, muitas vezes, parcial sobre tudo relacionado à isso.

Meus olhos ficam cheios d’água quando vejo uma reportagem que apresenta um pai falando sobre sua familia morta, quando um militar diz que não conseguiu resgatar alguém, quando uma criança aparece dizendo que perdeu os pais ou o irmãozinho, quando pessoas aparecem saqueando um submercado submerso pela água enlameada.

Essa tragédia atingiu em cheio - levando por água abaixo - uma perspectiva que estava transtornando minhas crenças. Muitas pessoas não se importamcom quem está por perto, a vida do outro, muitas vezes não importa e nessas vezes, só servem para fuxico ou chacota. Ficar escutando música alta dentro de um ônibus sem se importar se incomoda quem está ao seu lado, ver pessoas pedindo comida frente à porta de casa e fazer de conta que ninguém está ali. Atitudes assim, estavam inteirando uma opinião minha de que o ser humano não tinha mais salvação e o mundo estava perdido pela ignorancia e falta de compaixão. Educação e responsabilidade social nem sempre estão presentes na consciência do povo, mas com essa tragédia, tem aconcido o contrario. Estou podendo observar o quando um acontecimento terrivel assim, pode envolver o senso de solidariedade, de respeito , de comoção, de atenção, de fraternidade, de responsabilidade, de mobilização e de diversos outros sensos que podem aflorar dentro da sociedade. Situações assim, podem e devem impulsionar o que há de melhor no ser humano, bípede, pensante e de polegar opositor (o que verdadeiramente nos diferencia de outros animais). Quando um tsunami atingiu a costa litorânea de países asiáticos, o mundo se comoveu e tentou ajudar, o mesmo está acontecendo agora, nesse exato momento. Milhares de pessoas, ou depositam quantias de dinheiro em contas para auxílio, ou arrecadam roupas, mantimentos e alimentos para os desabrigados, ou arregaçam as mangas para prestar socorro ou, até mesmo, fazem tudo isso. Essa ajuda não pode acabar por aqui. O governo estadual e federal, irá ajudar na recosntrução de tudo que o que foi destruido, mas todos os cidadãos devem continuar ajudando por um bom tempo, um longo tempo.

As reportagens que podemos assistir, mostram facetas do horror que vem acontecendo em Santa Catarina, mostram também a ajuda que chega, mostram as pessoas que se empenham no socorro - sem dormir e alimentar direito -, mostram o desespero dos desabrigados que estão em abrigos que não possuem mais segurança, mostram um Brasil preocupado com essa tragédia e com outras em outros lugares. A chuva castiga impiedosamente, também, o Estado de Rio de Janeiro e do Espirito Santo, por outro lado, do ladinho de SC, a falta de chuva está mais que presente em localidades do Rio Grande do Sul. Belo Horizonte, cidade aonde vivo, passou quase 90 dias inteiros, sem chuva, alguns meses atrás. Mais pra cima, do outro lado do Hemisfério, dos dois Hemisférios, em Veneza, na Itália, aquela cidade flutuante, já quase não flutua mais…

Toda essa bagunça climática, que se deve em consequência do aquecimento global, se faz cada vez mais diária. “UMA VERDADE INCONVENIENTE” cada vez mais presente…

Ouvi uma vez, a seguinte sentença: “Quando não se sabe de um acontecimento ruim, você não é responsável por ele, a partir do momento em que se tem conhecimento, você se torna responsável“. Bom, a frase não era literalmente essa, mas a idéia é, completamente. Isso é responsabilidade humana, responsabilidade civil, é responsabilidade com o próximo, responsabilidade de todos.

Tive a crença, por muito tempo, de que muitos homens só se preocupavam com o próprio umbigo, que muitos se achavam o centro do universo. Catástrofes como essas podem me provar o contrário. Mas é preciso acontecer tais desgraças para que o tal senso de humanidade aflore nos seres humanos? Isso não deveria ser INATO?

Fico por aqui… Até a próxima.

Quinta-feira, Novembro 20, 2008

EUA

Iniciarei meu texto sobre o país que por muitos anos foi considerado o país mais poderoso de todo o planeta e ainda é considerado - mesmo não tendo a moeda mais forte, ainda é o país que faz e acontece – com o seguinte esclarecimento sobre a máxima budista sobre a corda que é esticada demais ou que é deixada frouxa demais.

Os yankes estão acostumados a serem observados como o povo que está acima de todos, sua língua é a que deveria ser mais falada, os outros povos são, ou subprodutos deles, ou povos dependentes ou qualquer trem que quer entrar em suas fronteiras e dispor de toda oportunidade que o país oferece. Os Estados Unidos da América são considerados a terra da oportunidade e tem gente que morre tentando entrar lá, até hoje em dia.

O dito Way American Life é o modo de vida que tem a águia da liberdade, como inspiração imediata e fortalecedora. Por outro lado, Os Estados Unidos da América podem ser considerado o país mais racista, e também xenófobo pelo seu preconceito e aversão à outros povos que adentram seu território. Muitas culturas admiram e querem fazer parte do Modo de Vida Americana, falta saber se os próprios Norte Americanos intencionam aceitar essa imigração, as vezes desesperada, as vezes indiscriminada. Whatever, o que fica claro, é que mesmo “dentro dos conformes”, dentro da lei, os imigrantes ainda podem sofrer algumas represarias.

Uma crise aproximou-se ao horizonte e já tomou conta do país e fez com que vários outros países também entrassem em crise. O que prova a importância e poder da Nação Norte Americana. Mesmo que em alguns poucos ou muitos anos, outra ou outras Nações venham a adquirir essa importância, esse poder. Os Estados Unidos da América, ainda causam impacto com qualquer decisão que saia da boca de seu presidente.

Exemplo disso, é a não assinatura do Protocolo de Quioto, que é um tratado sobre a redução de emissão de gases que provocam o efeito estufa. Os Estados Unidos são a única nação que não assinou tal tratado e nada de rígido aconteceu com eles. Outro exemplo é a guerra no Iraque, que se iniciou por se acreditar que tal país possuía armas químicas (essa foi a alegação…). Mas e a própria Nação Norte Americana, não possui armas químicas também não? Quem poderá nos proteger deles? Quem vai se opor a eles?

Nesse fim de ano, algo muito interessante e agradável aconteceu, bom, pelo menos aparentemente.

Um negro foi eleito democraticamente PRESIDENTE DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA. Digo isso com empolgação por acreditar que o povo do Norte, pode estar começando a acreditar que precisam de mudanças, I Want Believe (como diria o cartaz do meu saudoso Fox Mulder, que se encaixa perfeitamente aqui, guardadas as devidas proporções, claro).

Um candidato democrata que soube aliar o poder do cyber-universo com um enorme carisma dos seus poucos 47 anos (presidente da Nação mais influente… MUITO NOVO e o mais interessante também, Bill Clinton também tinha essa idade quando chegou à Casa Branca. Outra coincidência entre os dois: Ambos são advogados). Um negro (um viva à Martin Luther King Jr.), havaiano (será que sabe surfar?), democrata (os democratas não foram maioria na cadeira da Casa Branca).

eua

Retirado de http://oficinadesociologia.blogspot.com/2008/11/cartoons-sobre-obama.html

Barack Hussein Obama II é o 44º presidente Norte Americano e ganha de presente uma nação corrompida economicamente, cheia de inimigos querendo sangue e o pior, ganha esse presente das mãos do presidente mais impopular que por lá já passou. Espero desesperadamente que ele tenha sorte, que o universo conspire a favor dele e que consiga transpor tais adversidades, pois a pressão será gigantesca, já que grande parte do futuro da humanidade depende de suas decisões e não estou sendo terrorista (mais coincidências, o Hussein também tinha no Saddam, e Obama rima com Osama… vamos bater na madeira…), longe disso, estou sendo bem realista.

O mundo depende de decisões que ajudem a suportar as transformações que a natureza vem sofrendo por culpa… NOSSA. Digo suportar, por que tais transformações não estão sendo benéficas. Não são transformações boas para o homem não, não são transformações causadas por evolução, são transformações destruidoras causadas pelo egocentrismo humano, pelo antropocentrismo descarado da humanidade.

Termino exatamente com minha intenção de começar.

Quando uma corda está muito esticada, o instrumento não toca, quando a corda está muito frouxa, também não toca. Os Estados Unidos da América são um país que não possui o meio termo necessário para ser perfeito. Ainda bem, já que, como dizem, é com o poder que descobrimos verdadeiramente a face de alguém, e isso já pudemos presenciar que os Norte Americanos não tem controle para sustentar o poder. Nem o que tem, nem o que podem adquirir.

Segunda-feira, Outubro 27, 2008

Votar NULO

Eleições são ocasiões de calça justa. Somos OBRIGADOS a exercer um direito que algumas pessoas morreram para tal. Somos obrigados a exercer aquilo que por direito é nosso. Somos obrigados a votar, escolher quem melhor nos representaria num cargo público que democraticamente DEVE existir.

Durante uma eleição, alguns candidatos apresentam propostas que formularam com todos os dados necessários e possíveis que podem ter e com isso, tentam conquistar os votos capazes de os levarem ao “pódio” já que isso tudo parece mais uma corrida.

Em nossa história, humana, percebemos que o homem luta desesperadamente por algo chamado LIBERDADE, por IGUALDADE. No decorrer dos tempos, os fortes impunham seu poder contra os mais fracos, mas, algumas vezes, os mais fracos se encontravam em número maior e com isso, alguns componentes, do grupo dos mais fracos, se juntavam em torno de um ideal em comum e partiam para briga, contra a opressão dos mais forte. Pronto, morte e mais morte, mas que no fim, as vezes, o ideal utópico, era atingido e as vidas perdidas era entoadas num canto histórico que ganhavam admiração e repercussão durantes anos, séculos até.

Um exemplo curto, por dizer, A Grande Alma Gandhi, conseguiu a independência da Índia, sofrendo com seu ideal de luta desarmada e, às vezes, solitária, mas conseguiu. Em nosso país, temos a época da ditadura. Época em que VÁRIOS, estudantes e militantes de causas sociais, foram assassinados durante confrontos contra militares. Essas mortes e assassinatos tiveram alguns objetivos alcançados, outros não e os heróis foram devidamente lembrados, mas, às vezes, não. Temos no Brasil, como exemplo, o caso do estudante chamado Edson Luis que foi assassinado num restaurante chamado Calabouço. Os estudantes fariam uma passeata como forma de protesto contra a alta de preço na comida.

Dizem que ideologias morreram, que não há mais motivos para se lutar em prol de utopias, que utopias são sonhos distantes e, as vezes, sonho de vontades sem sentido. BULLSHIT.

Vivemos numa democracia, falha ou não, mas vivemos, da forma que queríamos? Que idealizaram nossos mártires? Talvez não, mas vivemos. A democracia significa o governo do povo. Vivemos numa democracia representativa, em que o povo escolhe quem o irá representar para exercer um poder capaz de governar da forma que ele deseja, e é aqui que o voto surge.

O voto obrigatório existiu a partir da década de 30. Era obrigatório por causa do medo de uma participação ínfima e os “currais” eleitorais já existiam de uma forma forte, os votos eram mercadorias bem concorridas. O voto depois foi dissolvido e depois, de novo, com as diretas já, o voto volta para o poder do povo.

Tudo muito lindo, tudo da forma que gostaríamos, mas assim conquistamos um direito OBRIGATÓRIO. Fica parecendo o tipo de coisa que “vocês queriam? Agora FAÇAM”. Não se pode deixar de votar, toda e qualquer pessoa com idade entre 18 e 70 anos.

O voto poderia ser em algum candidato, em branco - que você deixa sua escolha em branco, sem saber quem escolher - e o nulo, que você ANULA seu voto - você escolheria até votar em alguém que não existia. Depois vieram as urnas eletrônicas, que só tem “visivelmente” as escolhas dos candidatos e do voto em branco, como isso funciona, não merece o mérito da questão aqui. O voto nulo acontece quando você escolhe o número de algum candidato que não existe, VOTA NELE e então confirma.

O voto nulo é sim uma forma de protesto, uma forma de considerar sua falta de opção, no decorrer de uma obrigatoriedade que muitas vezes parece sem sentido. O voto é um direito que foi conquistado com o sangue no decorrer da história. Os votos eram comprados e quem não os vendessem pagavam um preço alto, o direito pelo voto foi adquirido de forma muito discutida e alguns poderosos do governo não admitiam perder a autoridade, o domínio.

O voto É um poder legitimo que nos é dado. Votar pode muito bem ser um prazer. O fato de escolher, de ter o direito de optar, de eleger quem você gosta, de selecionar o mais adequado para representá-lo, de exercer um poder tão forte assim, deveria engrandecer qualquer cidadão, mas nem sempre é assim. A falta de opção, candidatos que não representa NADA, a revolta de ter que votar em personagens condicionados que não significam NADA, que não estão preparados para representar NINGUÉM, que são fantoches, mentirosos, nepotistas, cobras criadas para enriquecerem através do dinheiro do povo e que ficam observando quietos o sofrimento de uma população, que se apresentam alheios a amargura alheia.

Votar nulo é uma forma de protesto válido e também uma forma de desobediência civil, como diz o excelente texto do sociólogo Léo Lince, que por sinal, é a favor do voto obrigatório. Votar nulo é demonstrar seu descontentamento com a presente realidade, é exercer seu direito de não votar em ninguém, de apresentar que os candidato existentes não oferecem credibilidade concreta o suficiente para que mereçam um voto.

Acreditar que essa forma de protesto é descabivel, que é um jogar fora o voto, que é reclamar a toa, que é um desperdício incoerente e idiota, que é falta de responsabilidade, que é falta de conscientização política, civil, que é uma palhaçada geral, é uma bobeira sem tamanho, pelo menos para mim. Mas isso é algo muito subjetivo.

Acreditar que uma ação sua não é o suficiente para mudar o que deve ser mudado e ai então deixar de fazê-la, é uma total dissipação de tudo aquilo que se acredita, pelo menos para mim, outra vez algo subjetivo.

Novas ideologias DEVEM surgir, utopias existem para serem pensadas. Devemos acreditar naquilo com o que nós nos identificamos, devemos buscar defender nossas crenças. SEMPRE.

Em ser discurso mais conhecido, o EU TENHO UM SONHO, Martin Luther King, proferiu o seguinte trecho:

“É melhor tentar e falhar, que preocupar-se e ver a vida passar
É melhor tentar, ainda que em vão, que sentar fazendo nada até o final.
Eu prefiro na chuva caminhar, que em dias tristes em casa me esconder
Prefiro ser feliz, embora louco, que em conformidade viver.”
Martin Luther King

É nisso que acredito, é isso que defendo, e é a partir disso, que voto nulo nessas eleições. Prefiro anular meu voto em forma de protesto, do que compactuar com algo que não estou acreditando.

Espero que, aqueles que lerem esse texto, possam entender corretamente minhas posições.

Um abraço à todos.

Quarta-feira, Outubro 08, 2008

AGRADAR OU SER AGRADÁVEL

Chega a ser quase impossível ser agradável à todas as pessoas, no tocante em relação de ser cordial e educado, também é quase impossível agradar à todas as pessoas, no tocante de todos gostarem do que faz.

Como posso ser agradável – aqui identificarei um personagem para explicitar melhor, no caso serei EU – para que todos gostem de mim?

Ser agradável e agradar podem corresponder à intenções absurdamente diferentes.

Posso ser agradável simplesmente para parecer bem educado e ao mesmo tempo, não agradar, pois ser cordial, não indica que outras pessoas gostem de mim. Minha educação não favorece integralmente minhas ações. como fazer, não garante aquilo que se faz, muitas vezes ameniza, mas não garante o gostar. Meus modos podem ser agradáveis mas o que faço pode não agradar.

Em uma sala de aula, por exemplo, as vezes tudo parece bonitinho, a priori, todos são afetuosos, se mantêm uma aparência formal e positiva, mas um certo momento chega, o certo momento em que uma ação qualquer, mínima que seja, aflora as perspectivas que não agradam um ou outro e, ai então, todo o ser agradável, não mais se faz peça fundamental no meio.

Meus trejeitos, minhas intenções, meus dizeres, meus gestos, meus feitos, meus atos, podem muito bem agradar ou não a qualquer pessoa, e observem, é tão interessante a perspectiva humana, que, é exatamente o que não agrada à alguns, aquilo que agrada a outros.

Muitos grupos são organizados assim. É o que diferencia o meu gosto do seu, que muitas vezes, nos inclui ou exclui de grupos existentes ou ainda há existir.

Climas esquentam, se exaltam em momentos corriqueiros e até mesmo insignificantes. Em casos assim, qualquer motivo pode ser gerador de alguma discussão acalorada. Um riso, uma pergunta boba mas inofensiva, uma observação deslocada, uma particularidade lingüística, criam o que pode ser chamado de momento afloradador das perspectivas paradoxais que nos fazem desgostar do outro.

Em casos onde os motivos são mais fortes para tais desentendimentos, pode-se chegar à extremos violentos, mas em outra oportunidade discutiremos tal observação.

Ser agradável ou agradar, That the question. Seria interessante sincronizar, emparelhar as duas perspectivas, fazer com que a dicotomia existencial dentro das duas atitudes evaporassem, fazer com que ambas fizessem parte integralmente de nosso ser, mas é complicado ser perfeito.

Eu disse complicado? Ou poderia dizer que é impossível ser perfeito?

Quarta-feira, Outubro 01, 2008

TUDO QUE É OBVIO É BURRO

Quando escutei pela primeira vez essa frase, imediatamente ela fez sentido e concordei, o que me pareceu inegável. Relendo-a, constantemente, algumas vezes seguidas (redundante não é? Rsrsrsrs), pude observar que tanto posso afirmá-la quanto negá-la. Depende do meu humor, mas claro que não só dele, depende também, da obviedade ou da burrice do que se fala, do assunto tratado, ou até mesmo, de quem fala, e isso é importantíssimo.

O que é obvio para você, não é para várias outras pessoas e o que parece burrice para você, não é para várias outras pessoas, também (o você aqui, não necessariamente é você caro leitor, é um outro qualquer, pode até ser eu mesmo), o que é claramente OBVIO e, podemos então observar, não é burro.
Pois é, acabei de exemplificar que minha afirmação de título, pode ser equivocada.

Bom, nem tudo que é obvio é burro, mas nada me impede de reafirmar esse conceito. Deixe-me tentar estruturar algo que possa comprovar isso.

É difícil construir algo do tipo, pois a burrice pode ser identificada de formas diferenciadas (subjetivamente e objetivamente), e posso muito bem, esclarecer que a burrice não existe a partir do momento que a falta de conhecimento depende muito mais da natureza de um ser, do que seu grau de escolaridade – a natureza aqui engloba tudo, faz parte da formação de um ser, aonde ele vive, o que faz, com quem tem contato, o que escuta, o que vê e por ai vai. A burrice não depende do quanto eu sei, mas depende, sim, em vários casos, de como trato e exerço aquilo que sei. Bom, dessa forma posso tentar comprovar tal pensamento de que tudo que é obvio é burrice, já que tomar certas atitudes, continuar com certas “afirmações”, ser redundante em certas ocasiões, e argumentar certas OBVIEDADES, que são tão obvias.... É, sem sombra de dúvidas, BURRICE.

A obviedade burra depende muito mais de como certos assuntos são tratados, de como são conduzidos certos argumentos e até mesmo de como certas alegorias são apresentadas.

Nada mais burro do que um esperto se fazer de idiota... Ou um idiota tentar se fazer de esperto...

Quinta-feira, Setembro 25, 2008

Banda com músicos vivos

Em meu outro blog, que tenho em parceria com mais 2 amigos, formamos uma banda com músicos mortos e depois estamos montando com vivos. Cada um monta a sua...

1ªmente, vou deixar uns caboclos de lado, pois eles são, para mim, mais que demais e seria injustiça. São os tais Hours concours.

Neil Peart (baterista Rush), Geddy Lee (baixista Rush), Eric Clapton (...pois é...), Eddie Vadder (vocalista do Pearl Jam). Esses estão de fora, se não ja era. Eu vou fazer um Power trio, por alguns motivos, mas só vou falar um: Muita banda que amo são formadas só por 3 gênios... (Rush, The Police, Legião Urbana, Goo Goo Dolls, e deve existir mais, rsrsrs) Esse é mais um motivo pra galera do Rush não fazer parte, se não 2/3 da banda estaria aqui e ai fica sem graça. Eric também já fez parte de um trio (Cream).

baterista.

Eita bicho complicado, para mim é o mais difícil. Poderia colocar o gênio Philip David Charles Collins, vulgo Phil Collins (baterista e vocalista, isso deve ser difícil. Já tocou com o Eric, putz e é o cabeça do eterno Genesis, putz²), mas vou escolher outro.

Como faz parte da 2ª banda que mais gosto no mundo o posto fica para:

LAWRENCE "LARRY" JOSEPH MULLEN JR.



O arranca corações das moçoilas (rsrsrsrs).

baixista.

Poderia já colocar o Roger Waters aqui, pelos seguintes motivos, cofundador do meu, do nosso PINK FLOYD, toca baixo pra carai, é vocalista bão (imaginem uma banda onde o baretista é vocalista, o baixista é vocalista e o guitarrista é vocalista também, putz, putz, putz...), e letrista extremamente existencialista, profundo e DUKA, mas não. Não dessa vez.

Eu gosto pacas desse sujeito. Ele é fora de sério:

MINCHAEL PETER BALZARY(Não sabia que o nome do sujeito é esse não). Nosso querido FLEAAAAAAAAAAA (baixista do Red Hot).



Guitarrista e vocalista

Aqui que o bicho pega. Tem um cara com uma voz muito boa, um tal de Michael Holbrook Penniman ou Mica Penniman ou, simplesmente, Mika (já ouvi falar que poderia ser o substituto do fodástico Freddie Mercury, e tenho a dizer que ele canta MUITO), mas não vai ser ele não. Não vou colocar o Chis Cornell porque ele é muito mais vocalista, ai precisaria de um guitarrista, e aqui é um power trio. Poderia ser John Joseph Theodore Rzeznik, ou apenas Johnny Rzeznik, pelo simples fato de cantar IRIS, e eu gostar pacas da voz do cara, mas não. Não vou colocar o Gavin Rossdale somente porque a vaga já tem dono, o que faz a vaga do baixista não ser do Roger também, só por isso.

DAVID JON GILMOUR



Como eu gosto desse sujeito... Que saudade do Pink...

Bom essa é a banda. Ficou de fora alguém. Pode ser que sim, mas esse é o MEU POWER TRIO, então é só três mesmo.

P.S.: fotos da net.
 
Adoos